Alan Santos/PR

Vacinação contra aftosa começa em 1º de maio

Todo o rebanho de bovinos e búfalos, de todas as idades, deverá ser vacinado no próximo mês, com exceção dos estados do Acre, Espírito Santo e Paraná, que imunizarão apenas os animais de até 24 meses

Goiás possui rebanho superior a 22 milhões de cabeças de gado. O estado está sem notificação de aftosa, com vacinação, há 23 anos, fruto do trabalho criterioso do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) junto aos pecuaristas, empreendendo ações contra a doença. E, no próximo dia 1º de maio, a maioria dos estados brasileiros e o Distrito Federal iniciam mais uma etapa de vacinação contra febre aftosa. O Mapa alerta ser muito importante que o criador continue imunizando o rebanho, conforme o calendário oficial de vacinação de cada estado. O rebanho brasileiro soma 218 milhões de animais entre bovinos e búfalos.

Todo o rebanho de bovinos e búfalos, de todas as idades, deverá ser vacinado no próximo mês, com exceção dos estados do Acre, Espírito Santo e Paraná, que imunizarão apenas os animais de até 24 meses. Em novembro, a maioria dos estados vacinará os animais de até 24 meses. A coordenadora da divisão de Febre Aftosa (Difa) do Mapa, Eliana Lara Costa, explica que o produtor deve continuar a aplicar a vacina na região da tábua do pescoço, debaixo do couro do animal (região subcutânea), observando os cuidados das boas práticas de vacinação, fundamentais para o sucesso da imunização. “O Brasil está livre da febre aftosa, mas continua sendo obrigatório vacinar os bovinos e búfalos conforme o calendário de vacinação oficial de cada estado”, recomenda Eliana.

Selo – “Todos fizeram sua parte e chegou o dia de comemorarmos”, anunciou o ministro Blairo Maggi (Agricultura) em cerimônia com a presença do presidente Michel Temer para celebrar a erradicação da febre aftosa no País. No evento realizado na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ontem, 5, foi lançado o selo e carimbo comemorativos dos Correios “Brasil Livre da Aftosa”. Temer confirmou em seu discurso que deverá comparecer à 86ª Sessão Geral da Assembleia Mundial da Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE), em Paris, no dia 24 de maio, data em que está prevista a entrega ao governo brasileiro do certificado internacional de zona livre de febre aftosa com vacinação.

Com a obtenção do certificado, de acordo com Maggi, “vamos frequentar outros mercados, mais exigentes, que pagam melhor. E não só mercados de bovinos, mas de suínos e outros”. O reconhecimento internacional, frisou, “é de simbolismo muito grande, que vai trazer um novo status ao País daqui para a frente”. Maggi lembrou que as primeiras providências para enfrentar a doença no Brasil começaram a ser adotadas em 1919. Mas que as respostas mais efetivas foram possíveis a partir das últimas décadas, graças aos esforços de governo e da participação do setor privado, representado no evento, particularmente, pelo presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, João Martins.

Temer disse que a certificação “irá repercutir mundialmente” e que “é um motivo de orgulho, permitindo ampliar a oferta de produtos em mercados como o Japão”, de onde recebeu recentemente equipe de empresários e com o qual está previsto acordo de comércio com o Mercosul. Vencer a batalha contra a febre aftosa, segundo o presidente, demonstra que “com a união de forças, atingimos nossos objetivos. É um exemplo do que podemos fazer com persistência e determinação”, avaliou. Maggi destacou o trabalho diuturno de inspeção sanitária realizado pelo Mapa e a participação dos pecuaristas no esforço de controle da doença. E entregou uma placa de agradecimento ao presidente da República, para marcar as políticas públicas executadas com esse objetivo.

A semana foi marcada por eventos alusivos à erradicação da febre aftosa com a realização de sessões solenes no Senado Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal, exposição de painéis no túnel que liga o edifício sede do Mapa ao seu anexo. Na mostra foi montada uma linha do tempo que narra os fatos mais relevantes, desde o primeiro registro da febre aftosa no Brasil, com imagens das campanhas de vacinação e mais informações.

Na quarta-feira, o secretário de Defesa Agropecuária, Luís Rangel, e o diretor do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques, delegado do Brasil na OIE, visitaram o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais. Referência para análises e diagnósticos de aftosa, o Lanagro Pedro Leopoldo foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (ONU/FAO) na área de Biossegurança e Manutenção de Laboratórios de Alta Contenção Biológica.

Portal Revista Safra, com informações do Mapa

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