Traficantes de animais em redes sociais são presos pelo Ibama

A operação resgatou serpentes, macacos, lagartos, jabutis, iguanas e até jacaré. Os traficantes também importavam animais exóticos de outros países

Operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizada em 15 estados prendeu 12 pessoas que comercializavam animais silvestres em rede social. Os detidos são acusados de vender os animais no Facebook. As prisões ocorreram nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro – considerados os principais consumidores -, além de Paraná, Ceará e Pará.

Cento e trinta e sete animais silvestres foram resgatados. As aves são os principais animais comercializados. A operação resgatou serpentes, macacos, lagartos, jabutis, iguanas e até jacaré. Os traficantes também importavam animais exóticos de outros países. O Ibama resgatou animais vindos do exterior, como cobras Pítons, da Ásia, e a tartaruga Tigre D’Água, da América do Norte. As investigações tiveram início há cerca de um ano. O Ibama identificou mais de 1,2 mil animais sendo oferecidos nas redes sociais.

O Facebook era o principal ponto de venda. Coordenador de Operações de Fiscalização do Ibama, Roberto Cabral  detalha a ação dos traficantes na internet. O Ibama aplicou cerca de R$ 500 mil em multa. Cabral destaca que, apesar dos esforços, as penas ainda são amenas. Para ele, a legislação ambiental precisa ser modificada para tornar as penas mais duras. Cabral exemplifica, citando a operação dessa terça-feira, 5, quando apenas três pessoas ainda permanecem detidas.

Nesta quarta-feira, 6, a Comissão de Meio Ambiente pode votar projeto de lei que libera a caça no País. A proposta recebeu críticas do coordenador do Ibama, que considera que a medida diminui a possibilidade de controle do tráfico de animais silvestres no País. A Operação Teia também contou com a participação da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e polícias civis, além dos batalhões militares ambientais dos estados.

Agência Brasil

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