Tecnoshow Comigo abre espaço para debates em torno da produtividade  

CEO da Céleres, Anderson Galvão diz que os preços de várias commodities estão se sustentando por causa da ‘robusta’ demanda global. Ele aborda o tema produtividade na Tecnoshow, no dia 12, quando ministrará palestra no auditório 1 no Centro Tecnológico Comigo (CTC)

A região Centro-Oeste tem como principais commodities a soja e o milho, sobretudo pelo volume produzido em cada safra. Hoje, as duas culturas respondem por 90% da produção total do estado de Goiás e mais de 85% do Brasil. E os níveis de produtividade, sobretudo em razão da alta tecnologia, tem se mostrado atrativos aos produtores rurais e também ao mercado. São mais de 3,4 milhões de hectares de soja em Goiás. É um polo estratégico no País, não apenas pelo volume de negócios, mas também pela capacidade de inovação e desenvolvimento de pesquisas.

Temas convergentes e que merecem amplo espaço na 17ª Tecnoshow Comigo, a maior feira de tecnologia agrícola do Centro-Oeste, em Rio Verde (GO). Em razão de pesados investimentos, dizem analistas presentes na feira, as perspectivas para a safra brasileira 2017/2018 são consideradas moderadamente positivas. Concorda o CEO da Céleres, Anderson Galvão, já que, segundo ele, os preços de várias commodities estão se sustentando por causa da ‘robusta’ demanda global. Galvão aborda o tema na Tecnoshow, no dia 12 de abril, quando ministrará palestra no auditório 1 no Centro Tecnológico Comigo (CTC). “Pretendo mostrar os cenários de preço e produção para a soja e milho no remanescente de 2018 e perspectivas para 2019. Além disso, falar como o produtor pode se posicionar e se planejar para aproveitar as oportunidades de mercado para sua produção”, diz.

Galvão afirma que a safra 2017/2018 não será tão grande quanto a passada, mas ainda sim, será uma safra muito boa, garantindo renda para o produtor e auxiliando na recuperação econômica do País. “Neste ano, soja e milho certamente serão destaque, mas outras culturas como cana e café também apresentam perspectivas positivas”, acrescenta. De acordo com ele, o que tem favorecido esse cenário e o sucesso do agronegócio é a combinação de amadurecimento dos empreendimentos agrícolas e os ganhos tecnológicos. “A segurança institucional e econômica também são fatores que ajudam no sucesso da agricultura brasileira”, enfatiza.

São mais de 550 empresas presentes na feira, que vai até o dia 13, com lançamentos em produtos e serviços voltados para o campo. É o caso da Bayer, que apresenta GO a Digital Farming, com diversas tecnologias para gerenciamento de fazendas, como o Field Manager – plataforma que permite aos agricultores realizarem o mapeamento digital de plantas daninhas na lavoura e sua gestão de forma mais eficiente e sustentável, já que possibilita a aplicação de herbicidas apenas nos talhões infestados.

Com o uso de drones, no Estado de Goiás, foram mapeados mais de 58 mil hectares, cerca de 326 talhões, dos quais foram coletadas, aproximadamente, 400 fotos de cada um. As imagens foram processadas por meio de Inteligência Artificial (AI) e transformadas em mapas que mostram os locais onde há concentração de plantas daninhas e o nível de infestação. Os mapas são compartilhados com o agricultor, que pode utilizá-los para programar o pulverizador de forma que possa aplicar apenas a quantidade adequada do produto, e somente nos locais onde as plantas daninhas foram detectadas. Nessa área de plantas daninhas, a Divisão Agrícola da DowDuPont trouxe para a feira o Verdict Max, que é a nova solução para o controle do Amargoso e demais gramíneas, com formulação 4.5 vezes mais concentrada que o Verdict R.

Para ajudar o produtor a acompanhar o crescimento de produção na cultura de soja, a Monsanto trouxe, pela primeira vez em Goiás, os atributos na nova plataforma, que tem o objetivo de aumentar a produtividade do agricultor brasileiro. A adição de duas novas proteínas à soja com tecnologia Intacta2 Xtend proporcionará um manejo mais robusto de lagartas alvo da soja Intacta RR2 PRO, como lagarta-da-soja, a lagarta falsa-medideira e o complexo de lagartas que pode danificar vagens, além de também proteger a lavoura contra danos das principais espécies do gênero Spodoptera, que causam prejuízos à cultura da soja.

Portal Revista Safra, com informações da Comigo/Voltz

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