Carlos Costa

Sistema ILPF brasileiro supera meta

"Adotar o ILPF é demonstrar que produzir e preservar é possível", diz o presidente da John Deere Brasil, Paulo Herrmann

No Dia Mundial do Meio Ambiente, uma boa notícia. Pioneiro na criação do Sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), o Brasil dá novo salto. Uma das metas estipuladas dentro do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC) para o Acordo de Paris indica que o País deveria atingir 9 milhões de hectares cobertos com ILPF, até 2030. Mas, atualmente, conforme os dados mais recentes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Associação Rede ILPF, em pesquisa realizada pelo Kleffmann Group, quase 11,5 milhões de hectares já contam com esta tecnologia de produção rural. O objetivo agora é superar a marca de, pelo menos, 14 milhões de hectares em ILPF.

Como um dos países com as maiores reservas ambientais do planeta e, ao mesmo tempo, uma das nações com maior potencial para produzir alimentos em escala global a uma população crescente, o Brasil é chamado a cumprir papel de destaque no cenário mundial nestas duas frentes. É um dos únicos capazes de desenvolver uma agricultura cada vez mais produtiva e cada vez mais sustentável. A agricultura brasileira vem fazendo sua parte e já bateu uma das principais metas estabelecidas pelo País durante a 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP-21), conhecido como Acordo de Paris, que é a adoção do sistema ILPF em mais de 11 milhões de hectares.

O ILPF desponta como ferramenta fundamental para os objetivos do Acordo do Clima porque busca a intensificação sustentável do uso da terra em áreas agrícolas e o aumento da eficiência dos sistemas de produção, além de responder a uma necessidade de redução de desmatamento e da emissão de gases de efeito estufa, inclusive promovendo recuperação de terras degradadas. Criado no Brasil e desenvolvido pela Embrapa há três décadas, o ILPF é considerado uma revolução agrícola dos trópicos. A John Deere – em parceria com a Embrapa e a Associação Rede ILPF – atua há quase uma década como efetiva impulsionadora da adoção do sistema nas lavouras brasileiras, integrando a cadeia produtiva, organizando dias de campo, promovendo pesquisas agronômicas e transferência de conhecimento.

“Ao mesmo tempo que promove o desenvolvimento da agricultura brasileira, o sistema ILPF ainda protege biomas, trabalha sobre áreas degradadas e planta árvores, e resulta em maior produtividade agrícola. Além disso, o metano eliminado da pecuária retorna para a árvore. Em suma: adotar o ILPF é demonstrar que produzir e preservar é possível”, diz o presidente da John Deere Brasil, Paulo Herrmann. “E vamos trabalhar cada vez mais para que os produtos gerados em propriedades que adotam ILPF sejam valorizados e reconhecidos pelos consumidores e pela sociedade em geral, assim como aconteceu com os produtos orgânicos”, completa.

Compromisso – Globalmente, a John Deere possui um compromisso em reduzir a emissão de poluentes no mundo e contribuir na busca de soluções tecnológicas para uma agricultura cada vez mais sustentável. Em 2013, a companhia tornou públicas suas metas globais de sustentabilidade, chamadas de Eco-Efficiency Goals, em quatro pilares: energia – reduzir o consumo e as emissões do gás do efeito estufa em 15% por tonelada de produção; água – reduzir o consumo em 15% por tonelada de produção; resíduos – reciclar 75% do total de resíduos; e produtos – usar a engenharia de ciclo de vida para criar produtos e serviços que atendam às necessidades do cliente e, ao mesmo tempo, reduzam o impacto ambiental.

Portal Revista Safra, com informações da John Deere

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