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Seguro valoriza ativos à venda

Julia Guerra é diretora de Agronegócios da JLT Brasil Seguros

Júlia Guerra-JLT -OK

Julia Guerra é diretora de Agronegócios da JLT Brasil Seguros

O agronegócio brasileiro segue atraindo o interesse e o investimento de empresas estrangeiras, principalmente as norte-americanas ou asiáticas. Entre os segmentos que mais recebem investimentos estão as empresas de açúcar e etanol, grãos e proteína animal. O aumento nas transações com participação estrangeira ocorre muito em decorrência do bom modelo de negócio e profissionalização do setor, apesar das dificuldades logísticas e complexidade tributária.

Sendo o Brasil um mercado consolidado na produção e exportação agrícola, que representa 23% do Produto Interno Bruto (PIB), o investimento neste segmento é visto como estratégico e de alto retorno pelos players globais. Nos segmentos atendidos pela JLT, identificamos demandas nos mais diversos setores, que vão das tradings às empresas de fertilizantes, usinas de açúcar e cogeração de energia, e toda a cadeia que envolve fornecimento de alimentos. Os grandes players internacionais veem ótimas oportunidades no crescimento constante do agronegócio brasileiro.

Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), há três anos, aproximadamente 50% das transações de M&A no agronegócio brasileiro contaram com o envolvimento de investidores estrangeiros (relativas a empresas de proteína animal, bebidas, insumos, lácteos, grãos, açúcar e etanol alimentos e mídia agrícola). Esse número subiu para 70% no ano passado- referentes a empresas de grãos e açúcar e etanol e a companhias de insumos agrícolas e alimentos. Esses investidores são mais preocupados com os riscos e têm uma cultura mais consolidada na adoção de soluções de seguro para mitigar os riscos.

Como apoio a esses processos, temos hoje no Brasil o Seguro de M&A, uma ferramenta de estruturação para estas operações, muito utilizado na Europa e EUA. Esta ferramenta traz ao mercado de fusões e aquisições uma nova maneira de modelar e blindar as operações. O seguro pode ser utilizado para diminuir ou até eliminar os valores de garantias retidos nas operações. Traz para os compradores um conforto adicional com a diluição de risco e, para os vendedores, permite a saída definitiva da operação, limitando e/ou transferindo suas responsabilidades quanto aos passivos da empresa.

Para a diretora especialista no produto na JLT, Lygia Muriel, o intuito deste seguro é transferir para um contrato lateral os riscos não identificados na due diligence (auditorias), os chamados passivos ocultos. O seguro agiliza o fechamento do negócio e blinda as partes quanto a suas exposições e responsabilidades. Os passivos mais evidentes e comuns nestas transações são: tributários, trabalhistas e ambientais entre outros.

Com o aquecimento das transações, aumentam também as concorrências por parte dos compradores pelas empresas que estão sendo negociadas. Nesse ponto, o seguro também pode ser utilizado como uma estratégia para aquisições, uma vez que para um vendedor a proposta de compra com seguro será sempre a melhor opção. Sendo assim o conhecimento e a utilização desta ferramenta colocam os players de M&A em posições diferenciadas.

O mercado está se movimentando e manifesta um interesse em toda a cadeia de suprimentos e todos os setores do agronegócio, envolvendo players como trading globais e fundos que sempre estão de olho em algum ativo para aquisição no País.

Artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores, não representando necessariamente a opinião editorial do Portal Revista Safra.

 

 

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