Divulgação

“Segunda sem carne” provoca reação de entidades do setor pecuário

Secretário da Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim, admite que deputados governistas cederam a pressões de colegas com o objetivo de aprovar o projeto do deputado Feliciano Filho (PSC)

Moacir Neto

Tema controverso, a proibição do fornecimento de carne às segundas-feiras em cantinas e refeitórios de locais públicos no Estado de São Paulo às segundas-feiras desperta reação de entidades ligadas ao setor pecuário. À mesa de debates, o secretário da Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim, admite que deputados governistas cederam a pressões de colegas com o objetivo de aprovar o projeto do deputado Feliciano Filho (PSC), conhecido como “Segunda Sem Carne”. O que esquentou ainda mais a discussão. A proposta ainda precisa de sanção do governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB).

Enquanto isso, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) manifesta repúdio à aprovação do projeto de lei 87/2016, que dispõe sobre a instituição da “Segunda sem Carne”. O referido projeto foi aprovado durante sessão extraordinária realizada na madrugada da última quinta-feira, 28. A proposta aprovada pelo Legislativo, se acatada pelo Executivo, “proíbe o fornecimento de carnes e seus derivados às segundas feiras, ainda que gratuitamente, nas escolas da rede pública de ensino e nos estabelecimentos que ofereçam refeição no âmbito dos órgãos públicos do Estado de São Paulo”.

Em nota encaminhada à imprensa, a Acrimat considera a proposição “uma interferência direta à liberdade de consumo e de escolha individual do cidadão. A medida, se sancionada, fere também a ordem econômica de mercado, regida pelo direito de produção, compra e venda de produtos lícitos no País”. A carne bovina também é um dos principais produtos da economia brasileira, exportada para mais de cem países e com a movimentação de US$ 5,7 bilhões, no ano passado. “Por estes motivos, amparado pelo direito à produção, ao consumo e liberdade individual, a Acrimat solicita o veto do Projeto de Lei 87/2016 pelo Poder Executivo do Estado de São Paulo.”

Com informações da Acrimat

Publicidade

Publicidade