Divulgação/Alfapress Comunicações

Sábado, 30 de junho, o Dia Nacional do Cooperativismo

Ninguém governará o Brasil se não organizar a Sociedade Civil, e as cooperativas do País já estão dando exemplo de gigantesca realidade e dimensão, mostrando como é possível progredir com dignidade humana

José Luiz Tejon Megido

O cooperativismo no Brasil. Foi no início do século 20 que surgiu a primeira cooperativa do País. Uma cooperativa de consumo em Ouro Preto/MG. Em 1902, surge a primeira cooperativa de crédito brasileira, no Rio Grande do Sul. E, em 1906, começam a se desenvolver as primeiras cooperativas agropecuárias nacionais. Essas são as primeiras instituições do Movimento Cooperativo Brasileiro de que se tem registro.

Entraremos na semana do cooperativismo no Brasil, e conversando com o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues (que hoje é o primeiro titular da Cátedra Luiz de Queiroz da Esalq-USP, que foi presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB e também presidente mundial da Aliança Cooperativa Internacional – ACI, me dizia do momento especial que viveu ao incluir na constituinte do Brasil, que originou a nossa Constituição Brasileira, o texto que liberava no País a criação das cooperativas de crédito.

Roberto Rodrigues acreditava que a alavanca, o instrumento essencial para o agronegócio brasileiro, estaria na possibilidade do desenvolvimento dos bancos cooperativados. E da mesma forma, ainda em 1974, na cidade de Guariba/SP, quando ocorria o fechamento da única agência bancária da cidade, com a alegação de ser deficitária, Roberto Rodrigues liderava a criação de uma cooperativa de crédito no estado de São Paulo.

Voltando no tempo, em 1902, na cidade de Nova Petrópolis/RS, o padre jesuíta Theodor Amstad, fundava a primeira cooperativa brasileira: o Sicredi. Hoje, na cidade de São Paulo, precisamente na Av. Paulista, há uma moderna agência da Sicredi que representa, na mais financeira e simbólica avenida dos negócios do País, uma bandeira do cooperativismo brasileiro.

Todo o cooperativismo brasileiro reflete cerca de 300 bilhões de reais de movimento econômico, envolve mais de 14 milhões de brasileiros diretamente e mais de 40 milhões indiretamente. Onde existe uma cooperativa bem constituída e liderada, o Índice de Desenvolvimento Humano – IDH, é o melhor e maior do que onde não existe uma cooperativa.

Ninguém governará o Brasil se não organizar a Sociedade Civil, e as cooperativas do País já estão dando exemplo de gigantesca realidade e dimensão, mostrando como é possível progredir com dignidade humana. Cooperativismo não é mais uma invenção, é realidade concreta do resultado da cooperação.

José Luiz Tejon Megido é conselheiro fiscal do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM

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