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Produção de trigo será debatida na 19ª Expodireto

Fator que pesa no bolso dos produtores é a rentabilidade, que segue pressionada. Ainda assim, alguns países continuam produzindo o trigo, tanto por ainda ser uma boa alternativa quanto por indisponibilidade de culturas concorrentes. Já em outros países, o trigo segue perdendo espaço para os grãos, como é o caso do Brasil e dos Estados Unidos

Nos últimos dois anos o clima ajudou bastante e a produção de grãos e cereais saltou, fazendo com que estoques de grãos alcançassem volumes satisfatórios. Desde a década de 1999-2000, no caso do trigo, a relação estoque consumo está no maior nível, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês). Logo, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq/USP) não acreditam em elevação de preços neste ano. A relação entre produtor e consumidor, bem como a qualidade do trigo produzido, serão assuntos debatidos na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS), entre os dias 5 e 9.

Fator que pesa no bolso dos produtores é a rentabilidade, que segue pressionada. Ainda assim, alguns países continuam produzindo o trigo, tanto por ainda ser uma boa alternativa quanto por indisponibilidade de culturas concorrentes. Já em outros países, o trigo segue perdendo espaço para os grãos, como é o caso do Brasil e dos Estados Unidos. Conforme dados do USDA, a área mundial cultivada com trigo na temporada 2017/2018 foi estimada em 219,7 milhões de hectares – para a maioria dos países, esta área foi colhida em 2017, mas a oferta envolve o produto que será comercializado até pelo menos o terceiro trimestre de 2018. A produtividade média mundial atingiu recorde, de 3,44 toneladas por hectare, resultando em produção também recorde, de 755,21 milhões de toneladas.

Cenário oportuno para debater os rumos da atividade. Sobretudo levando em conta que o País está no final da safra de verão e próximo da época de implantação das culturas de inverno no Rio Grande do Sul. Nesse contexto, voltam as dúvidas sobre o cultivo do cereal. Pensando na qualidade industrial do produto final, a Biotrigo Genética orienta os triticultores durante a Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS). As palestras serão realizadas ao longo da feira, entre os dias 5 e 9, na estação de qualidade industrial, no estande da empresa, localizado na Avenida B – área de produção vegetal do parque de exposições.

Dentre os avanços observados, sobretudo no Rio Grande do Sul, destaca-se o melhoramento genético das cultivares, criando sementes de trigo específicas para os diversos nichos hoje existentes no mercado. Essa evolução na genética do trigo que aconteceu nos últimos anos deve ser acompanhada por perto pelos triticultores para estarem dentro das demandas de mercado. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), a demanda no Brasil hoje está distribuída da seguinte forma: 56% das cultivares semeadas no campo tem como destino a panificação; 15% são destinados para a fabricação de massas; outros 10% são para produção de biscoito; 10% para uso doméstico e 9% para outros fins.

Portal Revista Safra, com informações da Biotrigo Genética e Cepea/USP

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