Produção de cacau ganha incentivo do governo

Com o novo Plano Agrícola e Pecuário (PAP 2017/2018), apoio foi ampliado para as outras regiões do País, sobretudo na Bahia (Matopiba) e Espírito Santo

Moacir Rodrigues 

No ranking mundial, o Brasil ocupa o lugar de sétimo produtor de cacau, atrás da Costa do Marfim, Gana, Indonésia, Equador, Camarões e Nigéria. Em 2017, o País importará 60 mil toneladas de amêndoas. Pensando nessa fatia de mercado, a partir de 1º de julho, os cacauicultores podem dispor de R$ 2,13 bilhões em crédito de investimento para a implantação, melhoramento e ainda a manutenção das lavouras em sistemas florestais ou agroflorestais. O dinheiro será ofertado via Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC).

Antes, apenas a Amazônia podia plantar com incentivo do ABC. Com o novo Plano Agrícola e Pecuário (PAP 2017/2018), o apoio foi ampliado para as outras regiões do País, sobretudo na Bahia (Matopiba) e Espírito Santo. Conforme o diretor do Departamento da Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira (Ceplac) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Juvenal Maynart Cunha, financiar o incremento da produção do cacau no sistema de ABC é uma visão inovadora.

Isto porque, acrescenta, o cacau é uma árvore nativa da Floresta Amazônica e de boa convivência com as florestas nativas. “A Ceplac é detentora da ciência e extensão rural na inserção produtiva, tanto na Floresta Amazônica quanto na Mata Atlântica”, ressalta o diretor. Os projetos apresentados com essas finalidades às instituições financeiras terão limite de financiamento de até R$ 2,2 milhões por produtor de cacau, com taxas de juros de 7,5% ao ano e com prazo de pagamento de até 12 anos.

Portal Revista Safra, com informações do Mapa

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