Parlamentares europeus conhecem mais sobre o agro brasileiro

Nesta quarta-feira, o grupo visita fazendas e um frigorífico no Mato Grosso. A visita será acompanhada por representantes da Secretaria de Relações Internacionais do Mapa

Uma comissão de representantes do Parlamento Europeu foi recebida pelo ministro Blairo Maggi, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que estava acompanhado do presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Lopes, e do presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), João Martins. O objetivo do grupo é conhecer melhor a agropecuária brasileira. Hoje, 4, os parlamentares europeus visitam fazendas e um frigorífico no Mato Grosso. A visita será acompanhada por representantes da Secretaria de Relações Internacionais do Mapa.

Por mais de três horas, ontem, 3, eles tiveram informações sobre como o Brasil passou, nos últimos 40 anos, da condição de grande importador para um dos maiores exportadores de alimentos do mundo. Em sua apresentação, o ministro Blairo Maggi fez questão de ressaltar que o Brasil não oferece nenhum subsídio aos produtores do País e que, mesmo assim, a agropecuária cresce de forma consistente.

O ministro reafirmou o discurso da sustentabilidade, apresentando os números da Embrapa Territorial, que revelam que mais de 65% do território brasileiro é preservado por florestas naturais. Disse que mais de 20% desse total é de responsabilidade dos produtores rurais, que têm procurado manter preservados justamente os locais próximos às margens de rios.

O ministro falou ainda sobre a divisão existente no Brasil entre a agricultura familiar e a empresarial. Observou que, no caso dos pequenos produtores, eles contam com políticas públicas específicas e que a agricultura familiar responde apenas por 16% do que é consumido internamente.

Em relação à fiscalização dos produtos brasileiros, o ministro revelou ter feito algumas mudanças na inspeção do Mapa e garantiu que os fiscais trabalham para garantir a qualidade dos produtos brasileiros, tanto para o consumo interno quanto externo. Maggi afirmou que a operação Carne Fraca foi uma mostra de que as instituições no Brasil funcionam de forma democrática e independente.

Na apresentação aos parlamentares europeus, o presidente da Embrapa disse que a mudança de paradigma brasileiro na agricultura deveu-se em grande parte a investimento em pesquisa. Ele falou sobre os desafios enfrentados pelo País para desenvolver a produção agropecuária, como a transformação do solo do Cerrado brasileiro de fraco e muito ácido em área fértil. Outro grande desafio de pesquisadores da Embrapa foi tropicalizar a agricultura no País. Lopes disse que algumas culturas, embora sejam típicas de regiões temperadas, hoje são produzidas em áreas de clima tropical graças ao zoneamento climático e ao melhoramento genético das plantas.

“O zoneamento agrícola de risco climático permite ao agricultor escolher a melhor cultura para plantar, na melhor área e no melhor momento. Atualmente, 45 culturas são totalmente zoneadas no Brasil”, afirmou Lopes. Já o presidente da CNA anunciou a criação de uma plataforma que foi desenvolvida para rastrear os animais produzidos pelos pecuaristas brasileiros. “Essa plataforma foi solicitada pelo Ministério da Agricultura e, a partir dela, teremos condições de rastrear qualquer animal produzido no Brasil”, garantiu. Martins revelou ainda que a entidade tem projetos de levar assistência técnica a mais de 500 mil pequenos produtores sem a necessidade de usar recursos públicos.

Mapa

Publicidade

Publicidade