Arquivo/Carlos Alberto

Indicador do suíno vivo mostra variação no preço pago ao produtor

Além da demanda interna ruim, as exportações também não ajudam no escoamento da produção. Os embarques de carne in natura totalizaram 45,3 mil toneladas em janeiro deste ano, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o MDIC

Moacir Neto

Mesmo em um cenário de oferta e demanda equilibradas, o indicador do suíno vivo mostra variação no preço recebido pelo produtor em algumas praças avaliadas. Em Minas Gerais, o quilo foi cotado a R$ 3,62, ontem, 14. No Paraná, a R$ 3,26 e no Rio Grande do Sul, a R$ 3,15. No dia 9, Minas Gerais cotou a R$ 3,63. Os preços nas granjas paulistas tiveram média na cotação de R$ 68, a arroba.

Mas no atacado, mesmo na primeira quinzena do mês, quando comumente é observado um aumento na demanda, os preços despencaram. Os compradores adquirem apenas o necessário para não acumularem estoque. A carcaça passou de R$ 5,50, o quilo, para os atuais R$ 5,40, queda de 1,8% em uma semana.

Além da demanda interna ruim, as exportações também não ajudam no escoamento da produção. Os embarques de carne in natura totalizaram 45,3 mil toneladas em janeiro deste ano, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). O volume foi 17,0% menor que o registrado em igual período do ano passado, avalia a Scot Consultoria. Vale lembrar que, desde o início do ano, os preços na granja e no atacado caíram 8,1% e 12,9%, respectivamente.

Portal Revista Safra, com informações do Cepea/USP e Scot Consultoria

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