Anaterra Rendeiro/Embrapa

Guandu é opção de recuperação de pastagens degradadas

O guandu BRS Mandarim tem outras vantagens. Sua forragem é de alto teor proteico, funcionando como fonte de proteína para os animais durante a época seca, que é quando o gado alimenta-se da planta

Espaço também para lançamentos de tecnologia voltada ao agronegócio, a Dinâmica Agropecuária (Dinapec) está marcada para ocorrer entre os dias 7 a 9 de março, em Campo Grande (MS). Lá, especialistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Pecuária Sudeste) apresentam o Guandu BRS Mandarim como opção para recuperação de pastagem degradada, alimentação animal na época seca e como adubo verde, disponibilizando mais de 200 quilos por hectare de nitrogênio à pastagem.

Por ser uma leguminosa, a planta fixa o nitrogênio em nódulos formados na raiz da planta. Dessa forma, em sistemas de consórcio com braquiária, o produtor recupera o pasto sem a necessidade de adubo nitrogenado. Para o pesquisador Rodolfo Godoy, é uma maneira eficiente e prática de recuperar a pastagem a um custo baixo. No final do inverno, o guandu que não foi consumido pelo gado deve ser roçado. O material remanescente fica sobre a superfície da pastagem e passa a funcionar como adubação natural, melhorando a fertilidade do solo. As plantas roçadas rebrotam e inicia-se outro ciclo.

O guandu BRS Mandarim tem outras vantagens. Sua forragem é de alto teor proteico, funcionando como fonte de proteína para os animais durante a época seca, que é quando o gado alimenta-se da planta. Em experimentos de consórcio da leguminosa com braquiária na Embrapa Pecuária Sudeste observou-se também o aumento do ganho de peso individual, da lotação animal e do ganho de peso por unidade de área e menos tempo para o abate de novilhas nelores.

A persistência do guandu na área é por volta de três anos. Só após esse período é necessário novo plantio. Menos trabalho e economia para o pecuarista, já que não há necessidade de replantar essa leguminosa todos os anos. Para outras informações consulte o site da Embrapa Pecuária Sudeste.

Embrapa

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