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Greve afeta colheita de laranja no estado de São Paulo

A paralisação dos caminhoneiros também prejudicou o mercado de mandioca na semana passada, visto que produtores não conseguiram realizar as entregas. Assim, parte dos mandiocultores se voltou às atividades de campo. Outros, por sua vez, planejam iniciar o plantio nesta semana, visto que as condições de umidade do solo podem estar mais favoráveis

Com dificuldades no transporte e no abastecimento, por conta da paralisação dos caminhoneiros (a greve durou 11 dias, tempo suficiente para afetar todos os setores do agro), citricultores do estado de São Paulo interromperam as atividades de campo, a fim de evitar perdas. Alguns colaboradores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq/USP) afirmam que, em negociações mais pontuais (entregas em cidades próximas ou em mercados locais), o transporte era possível, mas apenas em pequenos volumes, devido à utilização de veículos menores.

Neste cenário, produtores negociaram a laranja nas roças nos mesmos valores praticados na semana que antecedeu a greve (de 14 a 18 de maio). Assim, de 28 de maio a 1º de junho, a laranja pera foi negociada a R$ 26,50 a caixa de 40,8 quilos, na árvore, queda de 4,7% em relação ao período anterior. A paralisação dos caminhoneiros também afetou negativamente o mercado de mandioca na semana passada, visto que produtores não conseguiram realizar as entregas, segundo informações do Cepea/USP. Assim, parte dos mandiocultores se voltou às atividades de campo.

Outros, por sua vez, planejam iniciar o plantio nesta semana, visto que as condições de umidade do solo podem estar mais favoráveis. Neste cenário, muitos agricultores não negociaram e apenas uma pequena parte deles, com áreas próximas das indústrias, ofertaram. Assim, de 28 de maio a 1º de junho, o recebimento de mandioca pelas indústrias caiu 86,3% frente à semana passada. A média semanal a prazo para a tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 406,26 a tonelada, (0,7065 por grama de amido na balança hidrostática de 5 quilos), queda de 2,5% em comparação ao período anterior.

Cepea/USP

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