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Governo espera que EUA reabra importação de carne bovina até fim do semestre

“O que a Europa está fazendo conosco não é por uma questão de saúde humana, nem animal. A restrição de mercado se deu pela grande atuação que o Brasil tem lá. E os produtores europeus não querem a presença do Brasil, querem uma presença menor, para que tenham preços mais altos", diz o ministro Blairo Maggi

O ministro Blairo Maggi (Agricultura) espera a retomada das exportações de carne bovina in natura para os Estados Unidos até o fim deste semestre. “Uma missão de técnicos irá na semana seguinte (esta semana) para aos Estados Unidos e creio que será a última. Todos os documentos, todos os questionários e pedidos foram respondidos. Então, nessa viagem que nossos técnicos farão, espero que a gente consiga resolver os problemas. Minha expectativa é de que a gente volte até o final deste semestre a exportar carne para os Estados Unidos. É o nosso desejo e estamos trabalhando para isso”.

A afirmação foi feita durante visita (foto) que ele fez à 25ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, a Agrishow 2018. A suspensão ocorreu em junho do ano passado, sob a alegação de presença de nódulos decorrentes de aplicação de vacina contra a aftosa. Sobre o mercado europeu, falou também durante entrevista à imprensa, no local: “Como todos sabem, houve um deslistamento que vai vigorar a partir do dia 15. Depois disso, as empresas embargadas não poderão mais exportar para lá até que consigamos reabilitá-las. Já estamos em negociação para trazê-los de volta. Então, vamos deixar bem claro, não foi o Brasil que foi retirado do mercado, mas algumas empresas brasileiras. É claro que farão muita falta. Isso acabou reduzindo os preços com o aumento da oferta internamente e a cadeia sofre como um todo”.

O ministro lembrou que apesar da alegação da presença de salmonella nas carnes de aves, a comunidade europeia, na verdade, está defendendo interesse dos produtores locais. “O que a Europa está fazendo conosco não é por uma questão de saúde humana, nem animal. A restrição de mercado se deu pela grande atuação que o Brasil tem lá. E os produtores europeus não querem a presença do Brasil, querem uma presença menor, para que tenham preços mais altos.”

E acrescentou que sua equipe tem trabalhado muito desde que assumiu o ministério pela abertura de novos mercados para os produtos do agro brasileiro. “Sempre tive a intenção de abertura, de ampliar novos mercados, porque o Brasil tem uma produção muito grande e depende muito da exportação”, diz. Mas a ideia, segundo Maggi, é de reaproximação com a UE, mostrando todas as mudanças legais e de retirada de influências político partidárias em assuntos do ministério relacionados à fiscalização sanitária.

O ministro admitiu durante conversa com jornalistas que a renegociação recente de dívidas do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural  (Funrural), que gerou impacto nas contas públicas, poderá influenciar a definição do volume de recursos e da taxa de juros do Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019. “Todos nós sabemos que, com a Lei do Teto de Gastos, o volume de recursos destinados para o setor é o mesmo do ano passado. E esse foi um problema extra que apareceu.” Maggi adiantou que na próxima terça-feira,  o assunto será debatido em reunião com o presidente do Banco Central, Ilan Golfajn.

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