Mapa/Noaldo Santos

Governo avalia reduzir juros do crédito agrícola

A expectativa é que o desembolso do crédito rural na safra ainda em vigor (2017/18) fique entre R$ 145 bilhões e R$ 150 bilhões, do montante total destinado que foi de R$ 188,3 bilhões

A área econômica do governo analisa a possibilidade de redução da taxa de juros do crédito agrícola para o próximo Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2018/19, que terá início no dia 1º de julho deste ano. “Estamos tentando chegar a um denominador comum, que seja bom para o produtor rural e que não comprometa o orçamento fiscal”, ressaltou o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Wilson Vaz de Araújo (foto), na tarde desta terça-feira, 8, após participar de audiência do ministro Blairo Maggi (Agricultura) com o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, e representantes do Ministério da Fazenda e do Tesouro Nacional.

Quanto aos recursos a serem destinados para financiar a agricultura da próxima safra, o secretário disse que “tem que haver um equilíbrio entre o volume de recursos disponíveis e a taxa de juros”. Ele explica que, de um lado, houve queda da taxa Selic (taxa de referência básica de juros da economia) e da inflação. Mas disse que há outras variáveis como a fonte de recursos e o impacto no orçamento federal.

Araújo explicou que, para chegar a um valor do plano rural, “o governo pondera a execução do ano anterior, a disponibilidade das fontes e a disponibilidade orçamentária para fazer a subvenção à taxa de juros”. De acordo com o secretário, a expectativa é que o desembolso do crédito rural na safra ainda em vigor (2017/18) fique entre R$ 145 bilhões e R$ 150 bilhões, do montante total destinado que foi de R$ 188,3 bilhões. O Mapa fará outras reuniões com a equipe econômica. O anúncio do PAP está previsto para ocorrer na primeira semana de junho, em Brasília.

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