Frigoríficos de Mato Grosso poderão comercializar carne para todo o País

A ação ganhou, ainda, o endosso nacional, feito pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, ao declarar que o Ministério pretende estimular a participação de mais grupos no mercado de carnes

Moacir Rodrigues

Além de criticar duramente a assistência técnica pública voltada aos produtores rurais, o diretor-executivo da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari (foto), é um dos que acompanham o pedido feito pela entidade para a certificação das indústrias de pequeno e médio porte visando fortalecer e diversificar o setor. E, com isso, comercializar a carne produzida no Estado de Mato Grosso para todo o País.

Vacari ressalta que a medida mostra sensibilidade do governo para a situação e o compromisso com o setor da pecuária. “Estamos acompanhando o esforço do Indea (Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso) em atender esta demanda que vai beneficiar os pequenos e médios empresários e movimentar a cadeia produtora.”

A ação ganhou, ainda, o endosso nacional, feito pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, ao declarar que o Ministério pretende estimular a participação de mais grupos no mercado de carnes. De acordo com o jornal Diário do Comércio e da Indústria (DCI), Maggi afirmou que as empresas grandes e fortes são importantes, mas que é preciso que haja uma predominância de pequenos.

Em 30 dias, as indústrias frigoríficas que possuem o selo do Serviço de Inspeção Sanitária Estadual (Sise) poderão aderir ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) por meio do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa). O anúncio foi feito pelo presidente do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), Guilherme Nolasco, à diretoria da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).

Atualmente, 48,8% dos abates no Mato Grosso são realizados por um único grupo e 77% distribuído entre cinco empresas. De acordo com levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), outras 42 empresas abateram 22,9% do total de 2015.

Portal Revista Safra com informações da Acrimat

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