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Pecuária

Estudo aponta benefícios do minério caulim na alimentação de bovinos a pasto

Os primeiros resultados surgem a partir de dados obtidos em tese de doutorado que indica a eficácia do caulim como marcador de matéria seca em ambiente controlado

bovino - exportação - foto Vandréia de Paula

Os primeiros resultados surgem a partir de dados obtidos em tese de doutorado que indica a eficácia do caulim como marcador de matéria seca em ambiente controlado

Moacir Rodrigues

Minério composto de silicatos hidratados de alumínio, o caulim (ou caulino) deve ser adotado na pecuária, mais especificamente em relação à alimentação de bovinos a pasto. É o que mostram os resultados obtidos durante a primeira etapa do projeto de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Pantanal), intitulado Estimativas de consumo de bovinos a pasto utilizando o caulim como indicador fecal. As informações foram apresentadas durante a reunião da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (Asbram), na última semana, em Campo Grande (MS).

O minério é formado basicamente pela caulinita, que tem cor branca devido ao seu baixo teor de ferro. É argiloso, branco, não inflamável e não tóxico, além de não apresentar  reatividade química. Os primeiros resultados vêm a partir de dados obtidos na tese de doutorado que indica a eficácia do caulim como marcador de matéria seca em ambiente controlado, conforme explica a médica veterinária e doutora em Ciência Animal Caroline Bertholini. Na primeira etapa do experimento, em baias na Escola de Veterinária da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Caroline comparou as medidas estimadas pelo caulim com as do óxido crômico (indicador universal) e pela medida real (por meio da coleta total e individual de fezes dos animais nas baias).

Conforme explica Caroline, feitas as comparações das estimativas de produção fecal e digestibilidade aparente obtidas a partir do caulim fornecido via suplemento verificou-se semelhança com os obtidos por meio do óxido crômico, indicador considerado referência nos estudos de consumo. “Tais resultados nos levam a acreditar que o caulim deve continuar a ser avaliado como indicador para posteriormente alcançarmos sua validação”, diz a pesquisadora.

“Verificamos que alguns ajustes nas técnicas deverão ser realizados. A utilização de um método de quantificação mais sensível auxiliará no estabelecimento de protocolos específicos para a quantificação do alumínio oriundo do caulim. Acreditamos que o aprimoramento das técnicas analíticas possibilitará alcançarmos estimativas de consumo e digestibilidade mais precisas”. O caulim não representa riscos à saúde animal, humana e ao ambiente, permitindo a realização de vários ensaios de consumo com avanços científicos na nutrição animal sem resultar em prejuízos à sociedade.

Portal Revista Safra com informações da Embrapa Pantanal

Foto: Arquivo/Vandréia de Paula

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