Divulgação/Mapa

Estudantes brasileiros fazem mestrado sobre café

Realizado na cidade de Trieste, o Mestrado Internacional em Economia e Ciência do Café oferece uma formação multidisciplinar sobre o mundo do café ao englobar todo o ciclo produtivo

Moacir Neto

O Brasil detém o título de maior produtor e exportador de café do mundo. Além de ser o segundo maior consumidor do produto, que figura entre os dez principais setores comercializados lá fora. Em dezembro de 2016, representou 9,8% das exportações do País, movimentando mais de US$ 600 milhões. De olho na qualidade, estudantes brasileiros fazem mestrado internacional sobre café, na Itália.

Os números são condizentes com o tamanho do parque cafeeiro, estimado em 2,2 milhões de hectares, com aproximadamente 287 mil produtores em 1,9 mil municípios. Além de Goiás e do Distrito Federal, estão na lista Acre, Bahia (Matopiba), Ceará, Paraná e Pernambuco, dentre outros.

O gigantismo da produção pede especialização de quem lida com o assunto. A busca pela qualidade é essencial para um número cada vez mais crescente de produtores e consumidores. O mercado, em resposta, passa a demandar profissionais cada vez mais completos. Como reflexo, estudantes brasileiros são maioria em um mestrado sobre café, na Itália.

Realizado na cidade de Trieste, o Mestrado Internacional em Economia e Ciência do Café (International Masters in Coffee Economics and Science Ernesto Illy, na sigla em inglês) oferece uma formação multidisciplinar sobre o mundo do café ao englobar todo o ciclo produtivo. Desde o cultivo até os serviços de alimentação, incluindo a logística e o processo de industrialização. O curso objetiva transferir aos alunos o conhecimento tecnológico e cultural de uma empresa como a illycaffè, torrefadora líder mundial em café de qualidade.

A Fundação Ernesto Illy, que organiza o mestrado em parceria com renomadas instituições de ensino italianas, divulgou que, dos 27 alunos matriculados, sete são brasileiros (além de um ouvinte), um recorde de todas as edições do curso, que teve início em 2011. A edição de 2018 terá estudantes de 14 países: Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Etiópia, Guatemala, Honduras, Itália, Quênia, Nicarágua, Peru, Estados Unidos e Iêmen.

Foram selecionados candidatos de sete países produtores (Brasil, Etiópia, Guatemala, Honduras, Quênia, Iêmen e Vietnã) para receber uma bolsa de estudos integral. O brasileiro escolhido foi Vitor Stella, engenheiro agrônomo de 26 anos.

Portal Revista Safra, com informação da ADS e Mapa

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