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Entidades criticam embargo dos EUA à carne fresca brasileira

Em nota à imprensa, a Sociedade Rural Brasileira diz que o produto de origem animal do Brasil está entre os melhores do mundo

Moacir Rodrigues

A fragilidade institucional brasileira permitiu aos concorrentes aproveitar a situação para impor sanções comerciais ao Brasil. O posicionamento é da Sociedade Rural Brasileira (SRB), ao avaliar a medida adotada pelas autoridades sanitárias dos Estados Unidos e da União Europeia, que sinalizam problemas no controle e inspeção do produto cárneo brasileiro.

A entidade emitiu nota após o secretário de Agricultura dos EUA, Sonny Perdue, anunciar a suspensão da importação de carne bovina fresca do Brasil, na quinta-feira, 22. O anúncio feito pelos EUA vem após o secretariado do Conselho da União Europeia emitir declaração, relatando os problemas identificados nas importações de produtos de proteína animal do Brasil.

A SRB aproveita o ensejo para esclarecer que o setor produtivo brasileiro é extremamente moderno, o que, “certamente, causa temores aos nossos concorrentes. A indústria de processamento é, quase na sua totalidade, muito nova e moderna, até mesmo como resultado do recente e importante crescimento que tivemos na produção e exportação de produtos de origem animal”.

Prossegue a nota da SRB: “Quase semanalmente, o Brasil recebe delegações de países importadores, que também realizam fiscalizações no sistema do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). O produto de origem animal do Brasil está entre os melhores do mundo.”

A fragilidade institucional nos mais altos níveis da Nação criou um descrédito do País, critica a SRB. “Aliado a esta dificílima questão, a Operação Carne Fraca e, posteriormente, a operação ‘carne fria’ da Policia Federal identificaram problemas reais de relacionamento promíscuo entre agentes públicos e o setor privado. Problemas que, é verdade, não destroem a qualidade do produto brasileiro, porém, arruínam a credibilidade das instituições que deveriam garantir esta qualidade.”

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) também lamentou a decisão dos EUA de embargar temporariamente a carne brasileira in natura. A medida, segundo a entidade, “foi tomada após a identificação de produto com vestígio de reações decorrentes da vacina contra a febre aftosa. A Acrimat considera inaceitável que haja esse tipo de ineficiência no serviço das indústrias frigoríficas brasileiras”. O EUA foi destino de 3% da carne mato-grossense exportada neste ano, movimentando 11,1 milhões de dólares, apenas nos primeiros cinco meses deste ano.

Desde o aumento da inspeção, foi recusada a entrada de 106 lotes de produtos bovinos brasileiros, devido a problemas de saúde pública, condições sanitárias e problemas de saúde animal. A nota dos Estados Unidos diz que o governo brasileiro se comprometeu a resolver essas preocupações. 

Portal Revista Safra, com informações da Agência Brasil, SRB e Acrimat

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