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‘É necessário investir no Arco Norte’, diz executivo ligado ao setor portuário

O estudo mostra que a exportação do agronegócio via portos do Arco Norte deve dobrar nos próximos anos, possibilidade que o Brasil não pode perder. Foram identificadas pelo estudo, apresentado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), várias rotas de escoamento da produção agropecuária para auxiliar na gestão das demandas logísticas e potenciais gargalos

Moacir Neto

É necessário urgente investimento em logística focada no Arco Norte brasileiro. Com isso, seria garantido o melhor aproveitamento de navegação pelo Amazonas, importante bacia e fundamental para o escoamento de grãos visando os mercados externos. A avaliação, concomitante à apresentação do Sistema de Inteligência Territorial Estratégica da Macrologística Agropecuária Brasileira, é do presidente da Associação dos Terminais Portuários Privados (ATP), Murillo Barbosa.

O estudo mostra que a exportação do agronegócio via portos do Arco Norte deve dobrar nos próximos anos, possibilidade que o Brasil não pode perder. Foram identificadas pelo estudo, apresentado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), várias rotas de escoamento da produção agropecuária para auxiliar na gestão das demandas logísticas e potenciais gargalos. E o País pode crescer nesse setor, passando dos atuais 18,5% para 40%.

“Esse levantamento é de extrema importância para o segmento de infraestrutura do Brasil porque os dados vão subsidiar o planejamento de projetos tanto para escoamento de carga agrícola como para tantos outros produtos, a exemplo do minério”, diz Barbosa. A entidade que ele preside representa atualmente 27 empresas, que respondem por 60% da movimentação de cargas marítimas brasileiras e são responsáveis pela geração de cerca de 47 mil empregos diretos e indiretos. Juntas as empresas congregam 55 Terminais, sendo 52 de Uso Privado (TUPs) e três Estações de Transbordo de Carga (ETCs).

O sistema de inteligência fornece dados sobre áreas de produção, identifica gargalos e oportunidades de investimentos logísticos. O objetivo é mapear as melhores rotas e modais de transporte para escoar a produção do agronegócio brasileiro. “O estudo da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), feito a pedido do ministério, está à disposição de todo o governo e da sociedade, identificando as melhores intervenções a serem feitas em logística para aumentar a competitividade do setor agropecuário”, disse o ministro Blairo Maggi.

A plataforma online mostra a origem, os caminhos e o destino dos principais produtos da agricultura e da pecuária nacionais. Desenvolvido pela Embrapa Territorial, o sistema deve auxiliar na ampliação da competitividade de dez cadeias agropecuárias brasileiras: soja, milho, café, laranja, cana-de-açúcar, algodão, papel e celulose, aves, suínos e bovinos.

Ao lembrar as perdas atribuídas à má logística brasileira, Maggi disse que: “Sem renda, não há como sustentar altos índices de produção e exportação. E é preciso considerar que o setor que foi responsável por 70% do crescimento da economia no último ano.” O Produto Interno Bruto (PIB) voltou a crescer no ano passado, com índice de 1%, graças especialmente à atividade agropecuária, setor em que a alta foi de 13% no ano.

Portal Revista Safra, com informações do Mapa e da In Press Oficina

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