Divulgação/CNA

Delegação de Myanmar conhece ações de produção sustentável

O grupo veio ao Brasil para obter informações sobre como conciliar a produção agropecuária com a preservação de recursos ambientais

Moacir Rodrigues

O Brasil experimenta notáveis avanços na área da produção de alimentos. Programas com o de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono e o de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) têm resultados quando o assunto é preservação ambiental. A medida ajuda a mitigar efeitos nocivos ao meio ambiente, já que, da década de 1970 a 2012, a produção de arroz, feijão, trigo, milho e soja cresceu 583%, passando de 27 milhões de toneladas para 160 milhões de toneladas. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

As ações de preservação ambiental aliadas à produção sustentável de alimentos chamaram a atenção de uma delegação de Myanmar, país localizado ao sul da Ásia. Eles visitaram a sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para obter informações sobre como conciliar a produção agropecuária com a preservação de recursos ambientais.

O assessor de Relações Internacionais da CNA, Thiago Masson, e o coordenador de Sustentabilidade da entidade, Nelson Ananias, apresentaram dados que comprovam que a produção agropecuária brasileira não afeta a preservação ambiental. No Brasil, 170 milhões de hectares de florestas nativas estão preservadas dentro da propriedade. Com isso, 61% da vegetação original permanecem intactas.

De acordo com Ananias, foi apresentada à delegação os modelos práticos de como os brasileiros produzem mais, em menos território, com tecnologias para baixa emissão de carbono.  “Quando você mostra esse número para pessoas que vivem outra realidade, eles entendem que a agricultura brasileira realmente é forte, não somente pela sua produção, mas também por sua conservação e pelo desenvolvimento sustentável”.

Portal Revista Safra, com informações da CNA, Conab e Embrapa

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