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Meio ambiente

Defensivo biológico conquista adeptos em Goiás e no Distrito Federal  

Aliado ao Manejo Integrado de Pragas (MIP) na cultura de soja, o uso de defensivo biológico permite, além de manter igual produtividade do sistema convencional, reduzir significativamente os custos de produção

face - Lavoura de soja_-_ Foto Vandréia de Paula (91) - Cópia

Aliado ao Manejo Integrado de Pragas (MIP) na cultura de soja, o uso de defensivo biológico permite, além de manter igual produtividade do sistema convencional, reduzir significativamente os custos de produção

Moacir Rodrigues

Se a presença de drones para identificação e controle de doenças nas lavouras já é realidade para 200 produtores de Rio Verde, na Região Sudoeste do Estado, outra novidade já impacta o agronegócio no Cerrado. O uso de defensivo biológico conquista a atenção de produtores de trigo, cevada e aveia. E o interesse por essa modalidade, que é ambientalmente sustentável, tende a crescer, avaliam especialistas.

Aliado ao Manejo Integrado de Pragas (MIP) na cultura de soja, o uso de defensivo biológico permite, além de manter igual produtividade do sistema convencional, reduzir significativamente os custos de produção. Em algumas situações, a queda pode alcançar o equivalente ao valor de quatro sacas de soja. A afirmação é do supervisor de Implementação da Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Sergio Abud da Silva, em palestra durante o Workshop Agrobrasília sobre Controle Biológico de Pragas e Doenças nas Culturas, na Feira Internacional dos Cerrados (Agrobrasilia 2017), no Distrito Federal.

Pelo menos 120 profissionais do agronegócio, incluindo engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas e produtores rurais, dentre outros, prestigiaram o encontro. A organização é da Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABC Bio) e pela Associação de Plantio Direto Cerrado (APDC). Presentes o presidente da APDC, John Landers, um dos pioneiros na difusão do plantio direto no Brasil e entusiasta do controle biológico, além do presidentes da ABC Bio, Gustavo Herrmann, e da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (FEBRAPDP), Alfonso Sleutje.

Produtor Helio Dall Bello, que atua em Goiás e no DF, chamou a atenção para a necessidade de o agricultor interessado em utilizar o controle biológico atuar de forma a manter uma população de insetos que são benéficos para as culturas. “Um exemplo é entender as diferenças entre os vários tipos de percevejos, de maneira a preservar aquele que é predador de pragas”, comentou. Agrônomo Leomar Cenci, presidente da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal Ltda (COOPA-DF), disse que, no Cerrado, produtores já usam o controle biológico no manejo das lavouras. “E aqui na região já existem aproximadamente 25 mil hectares de cevada plantada, que pode ser um bom potencial para o uso de agentes biológicos”, afirmou.

Portal Revista Safra com informações da Mecânica de Comunicação

Foto: Arquivo/Vandréia de Paula

 

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