Arquivo/Vandréia de Paula

Contratações de crédito para investimento no agronegócio aumentam 21%

A tecnificação nas propriedades rurais – e o café é um bom exemplo, conforme estudo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) – também contribuiu para o aumento na demanda por recursos

Moacir Neto

Os solavancos da crise econômica e política que varreu o País no ano passado ainda podem ser sentidos, mas em menor intensidade. E o agronegócio, desde julho de 2017, dá sinais de pleno vigor, se observados os números das contratações de crédito. Apenas para investimento, foram mais de R$ 20 bilhões tomados, ou seja, 21% a mais que na safra anterior, revela o Banco Central (BC). No segmento de máquinas, 2017 foi o ano da retomada do crescimento, sobretudo no terreno das exportações.

A tecnificação nas propriedades rurais – e o café é um bom exemplo, conforme estudo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) – também contribuiu para o aumento na demanda por dinheiro. O Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) repetiu o feito da safra anterior, ficando em quase R$ 4 bilhões. A indústria de máquinas espera aquecimento nas vendas internas e também nas exportações, uma resposta a um setor que cresce a cada temporada agrícola.

Tanto é que, apenas em dezembro do ano passado, a exportação de veículos automotores fechou em 61 mil unidades. Ou seja, 2017 foi o ano em que o Brasil mais exportou em toda a história. Os dados foram divulgados na sexta-feira, 5, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em seu balanço anual sobre vendas e exportações de autoveículos.

No acumulado do ano, foram 762 mil unidades exportadas (alta de 46,5% na comparação com as 520,1 mil de 2016). O melhor ano em exportação até então era 2005, com 724,2 mil unidades. Na comparação mensal, dezembro ficou 16,3% abaixo das 73,1 mil unidades de novembro e 2,6% menor que as 62,8 mil de dezembro de 2016.

As exportações puxaram para cima a produção, que teve desempenho expressivo. Em dezembro, a indústria fabricou 213,7 mil unidades, acréscimo de 6,9% sobre as 199,9 mil de dezembro de 2016 e redução de 14,2% sobre as 249,1 mil de novembro. No ano foram produzidos 2,70 milhões de unidades, alta de 25,2% diante das 2,16 milhões de 2016. Na visão do presidente da Anfavea, Antonio Megale, 2017 foi o ano da retomada do crescimento após quatro anos seguidos de queda.

Portal Revista Safra, com informações da Anfavea

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