Comércio ilegal de animais na mira da Receita Federal

A ação faz parte da Operação Hermes, que envolve uma parceria entre a equipe de fiscalização do Ibama e os Correios, com foco nas encomendas internacionais

Moacir Rodrigues

O comércio é ilegal e um dos mais lucrativos do mundo. Sim, o tráfico de animais atinge 12 milhões de espécimes, já que aproximadamente 38 milhões de animais são retirados de seus habitats naturais, movimentando anualmente 20 bilhões de dólares. Muitos morrem em razão da atividade, estima a Organização Não Governamental Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres. Diante de tal quadro, é cada vez mais urgente a condução de ações que coíbam a atividade.

Ontem, 6, espécimes da fauna e da flora silvestre apreendidos pela equipe de Fiscalização da Alfândega da Receita Federal em São Paulo foram expostos à imprensa. Os diversos materiais estavam camuflados no interior de remessas postais internacionais que declaravam apenas objetos como roupas, brinquedos entre outros.

A ação faz parte da Operação Hermes, que envolve uma parceria entre a equipe de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e os Correios, com foco nas encomendas internacionais. Entre os materiais apreendidos estão amostras de Pau-Brasil, em forma de arcos de violinos prontos e madeira serrada não acabadas, besouros, mariposas e borboletas mortos da fauna silvestre exótica, roupas confeccionadas com peles de animais, tais como guaxinim e raposa, além de chifres de animais.

O auditor-fiscal da Receita Federal, Hector Kitahara, explicou que a ação faz parte de uma política de cooperação da entidade com outros órgãos da administração pública, como é o caso do Ibama. “Temos vários instrumentos para identificar se tem algum ilícito, passamos no raio-X, também temos cão farejador e ainda sistemas informatizados de inteligência para fazer cruzamento de dados. Enfim, usamos todas essas ferramentas para tentar identificar remessas potencialmente infratoras e depois encaminhamos para os órgãos competentes para dar o tratamento.”

Portal Revista Safra, com informações da Agência Brasil

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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