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Colheita de soja em Goiás está em 5%, diz Aprosoja

As colheitadeiras trabalham em lavouras de soja no sudoeste goiano desde os últimos dias de janeiro. Devido ao atraso das chuvas em outubro e à concentração do plantio no mês seguinte, o pico da colheita estadual é esperado para a segunda quinzena de fevereiro

Moacir Neto

A partir do dia 15 deste mês, a colheita de soja em Goiás deve se intensificar. A chuva, como em algumas regiões produtivas, a exemplo do Paraná e Mato Grosso, complicou um pouco a vida dos produtores, mas não deve ser observada queda na produtividade pelos próximos dias. A avaliação é da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO), ao estimar que até o momento aproximadamente 5% da área plantada de soja no Estado havia sido colhida. A expectativa de tempo chuvoso para os próximos dias também pode atrasar a safrinha, que deve ter redução de área entre 10% e 15%.

“Houve pequeno atraso no plantio em relação a 2017, desde outubro. Esses 5% colhidos são de áreas irrigadas, plantadas antes. Esperamos que, se tudo correr bem e o clima ajudar, a partir do dia 15 a colheita se intensifique”, diz o consultor-técnico da Aprosoja-GO, Cristiano Palavro (foto), também ligado ao Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag). Otimismo permanece, mesmo diante dos 16 casos de ferrugem asiática já confirmados no Estado.

Com tudo isso, as colheitadeiras trabalham em lavouras de soja no sudoeste goiano desde os últimos dias de janeiro. Devido ao atraso das chuvas em outubro e à concentração do plantio no mês de novembro, o pico da colheita estadual é esperado para a segunda quinzena de fevereiro. Mesmo quem já colheu parte de sua produção pode ter que fazer uma pausa antes de finalizar os trabalhos. Mas, de modo geral, as lavouras em Goiás estão na fase de enchimento de grãos, caminhando para o final do ciclo produtivo. Conforme avalia Palavro, os relatos dos produtores são de que doenças e pragas estão em níveis dentro da normalidade nesta safra.

Mês passado, o veranico que chegou a 15 dias em algumas áreas e as temperaturas bastante elevadas geraram perdas pontuais nas regiões Sul e Centro-Leste (Estrada de Ferro) do Estado. A preocupação maior foi nos solos arenosos e com presença de cascalho, que têm mais dificuldade em reter água. “Um ponto que agravou a questão do veranico nessas localidades é que se plantou em condições de alta umidade. Então, o desenvolvimento radicular ficou muito superficial, e alguns produtores constataram que essas áreas, mesmo tendo um veranico normal para o período, sofreram um pouco mais”, explica Palavro.

Nesta safra 2017/2018, a extensão plantada com soja em Goiás apresentou incremento de 3,4% em relação ao ciclo anterior, para 3,390 milhões de hectares. Além de trechos de abertura de área no Centro-Norte do Estado, a Aprosoja-GO avalia que muito desse crescimento veio da região sudeste, onde se encontrava a maioria das plantações de milho primeira safra. “Tivemos uma redução até significativa, de mais de 50 mil hectares na área de milho verão, que cederam espaço quase totalmente para a soja”, diz.

Essa maior área de soja deve proporcionar uma produção total muito próxima ou mesmo superior ao volume da temporada 2016/2017, que fechou em 10,8 milhões de toneladas. Por enquanto, a Aprosoja-GO acompanha as estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de que a colheita atual deve ser de 10,7 milhões de toneladas. A comercialização segue atrasada na comparação com o ano anterior, sendo que cerca de 35% da produção foi vendida antecipadamente, calcula a associação dos produtores.

Portal Revista Safra, com informações da Aprosoja-GO

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