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Carne suína apresenta variação negativa mensal de 2,09%

Mas o ano começou com a boa notícia de que o consumo doméstico de carne suína pode aumentar 1,63% em 2018. Isso corresponde a 49,6 mil toneladas a mais em relação ao estimado para 2017

Moacir Neto

Em Minas Gerais, o preço do quilo do suíno vivo fechou a R$ 4,03, no dia 22. O valor mínimo foi de R$ 3,85 e o máximo, R$ 4,20. Na terça-feira, 23, foi cotado a R$ 3,98 (valor mínimo de R$ 3,74). No Paraná, no mesmo dia, R$ 3,52. E, no Rio Grande do Sul, a R$ 3,37. Os números do indicador do suíno vivo mostram variação mensal negativa de até 2,09%.

Mas o ano começou com a boa notícia de que o consumo doméstico de carne suína pode aumentar 1,63% em 2018. Isso corresponde a 49,6 mil toneladas a mais em relação ao estimado para 2017. Esse incremento na demanda tem como base um cenário mais conservador para a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) pelo Banco Central do Brasil (BC), de 0,62%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq/USP).

Dentro da porteira, o Cepea calcula aumento de 2,38% na produção de carne suína. Com isso, os excedentes exportáveis (quantidade de carne disponível para exportação) seriam 5,27% superiores em 2018 frente ao ano anterior. Neste contexto, o desafio da suinocultura nacional neste ano será ampliar os destinos da carne brasileira ao mercado externo.

Caso o consumo nacional de carne suína aumente mais, agora tomando-se como base um crescimento econômico ligeiramente mais firme, a quantidade de excedentes exportáveis tende a aumentar menos. Assim, tendo como base uma outra estimativa de crescimento do PIB do Banco Central, agora de 2,53%, cálculos do Cepea apontam aumento de 2,85% no consumo doméstico, ou de 86,8 mil toneladas a mais que em 2017 (e 51 mil toneladas a mais que no primeiro cenário). Neste contexto, ainda que a produção seja superior, o aumento nos excedentes exportáveis em 2018 frente ao ano anterior seria bem tímido, de apenas 0,54%.

Em 2017, os maiores importadores da carne suína brasileira foram Rússia, Hong Kong e China, que, juntos, foram destino de 68,4% de todo o volume embarcado até novembro. Para 2018, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o ritmo de importações por parte da China deve ser menor. Essa tendência já é observada desde julho de 2016, quando a China anunciou aumentar sua produção doméstica, apesar de ter limitações para expansão.

Portal Revista Safra, com informações do Cepea/USP

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