Brasil é reconhecido como País livre da pleuropneumonia contagiosa bovina

A certificação foi entregue na quarta-feira, 24, durante a reunião anual da Organização Mundial de Saúde Animal, em Paris

Moacir Rodrigues

A Índia concentra o maior rebanho bovino do mundo, seguida do Brasil, China, Estados Unidos e União Europeia. Com base em dados do ano passado, o rebanho mundial está em torno de 998,3 milhões de animais, sendo que o país asiático representa 30,3% desse total, com mais de 300 milhões de bovinos em seu território. O Brasil, com 226 milhões de bovinos, tem 22,6% do total de animais do planeta. E acaba de ser reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), por unanimidade, como País livre da pleuropneumonia contagiosa bovina (CBPP, na sigla em inglês).

A certificação foi entregue na quarta-feira, 24, durante a reunião anual da OIE, em Paris (França). A “concessão reflete a transparência e a qualidade do serviço veterinário do País”, relata a OIE. “A declaração da OIE agiliza a negociação de acordos sanitários com outros países, e, consequentemente, a abertura de mercados, porque o Brasil não precisará mais declarar que o rebanho não tem esta doença”, afirma o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Luis Rangel.

A pleuropneumonia contagiosa bovina é uma doença de bovinos e búfalos causada por bactéria. Ataca os pulmões e a membrana (pleura) que reveste o tórax. Por ser altamente contagiosa, com taxa de mortalidade de até 50%, causa altas perdas econômicas. Para reduzir a infecção, existe vacinação com um tipo atenuado da bactéria. Não há casos de contágio em seres humanos nem risco à saúde pública. Na avaliação de secretário, o reconhecimento da OIE é mais uma conquista da defesa sanitária animal. O próximo passo será declarar o Brasil como país livre da aftosa com vacinação, o que deve ocorrerem maio de 2018.

Portal Revista Safra com informações do Mapa e Farmnews

Foto: Carlos Costa

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