Texto Comunicação Corporativa/Divulgação

Safra no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro deve atingir 288 milhões de caixas

"São Paulo é um dos maiores produtores de laranja do Brasil e do mundo. Isso tem a ver com a história da citricultura no estado, que começou a exportar laranja em quantidade e com alta qualidade na década de 1930”, diz o diretor-técnico da Brandt do Brasil, Antonio Coutinho

Em todo o mundo, a cada cinco copos de suco de laranja consumidos, três são com fruta cultivada no Brasil. E o cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro estão entre as principais regiões produtoras. Conforme o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), a estimativa da safra de laranja 2018/2019 do cinturão, com base em dados maio deste ano, é de 288,29 milhões de caixas de 40,8 quilos.

Também de acordo com o Fundecitrus, a safra 2016/2017 de laranja foi de 245,31 milhões de caixas, de 40,8 quilos cada, no mesmo parque citrícola. São Paulo é um dos maiores produtores de laranja do Brasil e do mundo. “Isso tem a ver com a história da citricultura no estado, que começou a exportar laranja em quantidade e com alta qualidade na década de 1930”, diz o diretor-técnico da Brandt do Brasil, Antonio Coutinho (foto). A empresa é uma das maiores fornecedoras de fertilizantes do mundo, presente no mercado paulista com apoio técnico e comercial para os produtores rurais.

“Produtiva em temperaturas mais equilibradas, a laranja sempre teve importante espaço no cenário paulista. Maior produtor de laranja do mundo, São Paulo responde por quase 30% da produção mundial. A safra de São Paulo e do Triângulo Mineiro em 2016/2017 foi de 245 milhões de caixas de laranjas, contra 69 milhões de caixas da Flórida (EUA), o segundo maior polo produtor mundial”, afirma Coutinho.

Alguns fatores impulsionam a produção da fruta em São Paulo, como o clima e as boas condições de solo. Mas, sobretudo, a infraestrutura e a persistência do citricultor paulista fazem diferença. Para ele,  estes são os grandes diferencias do Estado, que se mantém por anos na liderança nacional e internacional de produção da fruta. “A proximidade com o Porto de Santos, principal do País e maior da América Latina, sempre foi muito benéfica para os produtores e a indústria. Além da determinação, resiliência e incessante busca dos agricultores pelo aumento de produtividade e qualidade. O fato também é que poucas regiões do mundo conseguem atingir alta produtividade sem irrigação. Em São Paulo, apenas 4% dos laranjais utilizam irrigação”, explica Coutinho.

Além de se preocupar com as alterações do clima e do preço dos frutos que comercializa, o produtor de citros precisa estar cada vez mais capacitado a enfrentar as doenças e pragas. “O cancro cítrico, por exemplo, afeta todas as espécies e variedades de citros de importância comercial e os seus impactos estão relacionados à desfolha de plantas, à depreciação da qualidade da produção pela presença de lesões em frutos, à redução na produção pela queda prematura de frutos e à restrição da comercialização da produção para áreas livres da doença.”

Já nos pomares afetados pela CVC, conhecida como “amarelinho”, os frutos ficam duros, pequenos e amadurecem precocemente, podendo perder até 75% de seu peso. A produção do pomar cai rapidamente. “Com o avanço da doença, os frutos ficam queimados e impróprios para a comercialização”, acrescenta Coutinho. A matriz da Brandt, nos Estados Unidos, tem investido em pesquisas para encontrar maneiras de proteger as frutas do greening, a mais nova e temível ameaça dos laranjais. “Desenvolvemos formas para evitar que o inseto transmissor da doença atinja as plantas por meio de camuflagem. Focamos soluções que façam o inseto ter dificuldade em identificar a planta como alimento”, diz.

O diretor da Brandt destaca que, de forma geral, os programas de nutrição foliar da empresa apresentam excelentes resultados em relação aos tratamentos convencionais existentes no mercado brasileiro. “Especialmente na citricultura, temos colhido excelentes resultados com as linhas Manni-Plex e Smart, tanto nos chamados pomares em formação – aqueles que ainda não entraram em produção e estão crescendo – tanto nos pomares em produção.”

Portal Revista Safra, com informações da Texto Comunicação Corporativa

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