Bactérias do bem aumentam produtividade e reduzem custos em sistemas agropecuários

O visitante que vier à Expotec Embrapa 2018 poderá tirar suas dúvidas sobre inoculantes em sistemas agropecuários, promovendo a troca de conhecimentos e saberes que servirão para o produtor rural implementar melhorias em sua atividade

Rizóbio e azospirillum são grupos de bactérias utilizados na formulação de produtos biológicos, chamados inoculantes. O objetivo do uso é aumentar a produtividade das plantas e reduzir os custos das lavouras, porque substituem fertilizantes químicos nitrogenados. Isso é evidenciado no cultivo da soja, milho e capins braquiária, dentre outros cultivos.

Cada microrganismo possui determinado mecanismo de atuação para trazer um benefício, seja por meio da fixação de nitrogênio da atmosfera, seja na promoção de crescimento vegetal, ou para aumentar o teor de proteína em forrageiras para alimentação do gado. Assim, existem diferentes habilidades das bactérias. Como usá-las e como associá-las para um melhor resultado, eis o segredo. Para tratar desse assunto, a pesquisadora Mariangela Hungria estará na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Arroz e Feijão, em Santo Antônio de Goiás/GO), no dia 15, durante a Exposição de Tecnologias para a Agricultura e a Pecuária de Goiás (Expotec 2018).

Para Goiás, esse assunto adquire importância particular, pois a tecnologia dos inoculantes é aplicada também em integração lavoura e pecuária (iLP). Isso significa dentro de sistemas de rotação e sucessão de culturas de lavouras de grãos (arroz, trigo, feijão, soja e milho), com produção forrageira (braquiária e panicum), aliadas ao cultivo de plantas de cobertura de solo (milheto e crotalária) para o Plantio Direto. O Estado ocupa a quinta posição em iLP do País, área estimada de 944 mil hectares, com destaque para os municípios de Bela Vista de Goiás, Ipameri e Piracanjuba.

O visitante que vier à Expotec Embrapa 2018 poderá tirar suas dúvidas sobre inoculantes em sistemas agropecuários, diretamente, com Mariangela, promovendo a troca de conhecimentos e saberes que servirão para o produtor rural implementar melhorias em sua atividade e para técnicos se atualizarem sobre novas possibilidades de uso de tecnologias.

Mariângela é doutora em Agronomia e pesquisadora da Embrapa desde 1982. Ela tem mais de 700 publicações (trabalhos em Congressos, artigos, livros e capítulos de livros). Integra a Sociedade Brasileira da Ciência do Solo e é membro da Academia Brasileira de Ciências. Em 2008, recebeu o título de Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico da Presidência da República, por sua contribuição às Ciências Agrárias. A área de atuação de Mariângela é a Microbiologia do Solo, um campo visto historicamente com preconceito por profissionais homens da Agronomia, como “coisa delicada”, “coisa de mulher” e “cosmética do solo”. Apenas a partir de meados da década de 1990, a Microbiologia do Solo começou a ser mais reconhecida como impactante para a pesquisa em fertilidade do solo.

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