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Arroba do boi gordo sinaliza leve recuperação em janeiro

As vendas internas no ano passado não animaram, mas foram até enfraquecidas diante do contexto político e econômico, bem como da maior oferta de animais

Moacir Neto

Indicador do boi gordo fechou no dia 8 a R$ 147,15 a arroba, na média ponderada do boi gordo no Estado de São Paulo. A variação diária não caiu, mas ficou em 0,38% (mensal de 0,79%). Arroba foi comercializada em moeda norte-americana a 45,50. No dia 5, a 45,37 (R$ 146,60). Os números do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq/USP) e BM&FBovespa refletem leve tendência de recuperação do mercado frente aos números do ano passado, quando o setor sofreu os reveses da crise econômica e também da Operação Carne Fraca.

O ano foi de dificuldades, isso o setor pecuário já esperava. As vendas internas não animaram, mas foram até enfraquecidas diante do contexto político e econômico, bem como da maior oferta de animais. Em praticamente todo o ano, os preços do boi gordo, da carne e também do bezerro despencaram, vislumbrando certa recuperação apenas no último quadrimestre. O indicador do boi gordo se manteve abaixo do de 2016 em quase todo o ano e inferior ao de 2015 em boa parte do período.

A média do indicador em 2017, de R$ 138,80, foi 9,22% inferior à de todo o ano de 2016, em termos nominais – em termos reais (considerada a inflação do período), a queda ainda é mais intensa, de 10%. A maior média mensal do indicador, em termos nominais, foi registrada em janeiro, de R$ 148,39. Já a menor, de R$ 124,50, foi verificada em julho, conforme dados do Cepea.

Portal Revista Safra, com informações do Cepea/USP

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