Ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros incomoda a Faeg

O processo de expansão da área era discutido há mais de oito anos pela entidade com os governos federal e estadual

Moacir Rodrigues

A ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, dos seus atuais 65 mil hectares para 240 mil hectares, despertou indignação do setor produtivo goiano. A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) emitiu ontem, 6, nota de repúdio para o que classifica como “medida arbitrária adotada pela  Presidência da República, com anuência do Governo do Estado de Goiás”. O decreto que amplia a área do parque já foi assinado e, conforme a Faeg, vai prejudicar mais de 37 mil habitantes e centenas de produtores e famílias rurais que vivem da renda do setor agropecuário na região.

A entidade reitera a importância de medidas concretas de preservação ambiental e diz que participa efetivamente dos debates, “visando construir uma política que contemple a preservação ambiental em consonância com as necessidades das populações existentes”. Contudo, segue a nota de repúdio, o “decreto se concretiza em uma ação que penaliza seis municípios, com população de 37.067 habitantes e centenas de produtores e famílias rurais que sobrevivem na região, que serão prejudicados econômica e socialmente”.

O processo de ampliação do parque era discutido há mais de oito anos pela Faeg com os governos federal e estadual. A medida, assegura a entidade, “soa como uma penalidade à população da Chapada. Mas o processo foi finalizado por meio de uma decisão unilateral dos governos federal e estadual, sem a apresentação do projeto final e solução das pendências levantadas”.

Para a Faeg, sequer a regularização da primeira etapa da implantação do Parque Nacional, criado há mais de 56 anos foi finalizada, e os proprietários jamais foram indenizados. “Consideramos que a medida foi precipitada, pois existia um acordo entre o Governo do Estado de Goiás e a Faeg para finalizar a regularização fundiária da região envolvida, visando resguardar o direito de propriedade e suas respectivas indenizações.”

Safra tentou ouvir o governo de Goiás, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima), mas não obteve sucesso.

Portal Revista Safra com informações da Faeg

Foto:  Caio Mesquita

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