SGPA/Mantovani Fernandes

73ª exposição agropecuária de Goiás deve somar R$ 80 milhões em negócios

Neste ano, a festa vai durar apenas dez dias, ao contrário de edições anteriores com 21 dias. “Era uma festa muito extensa, cansativa. Decidimos priorizar a qualidade da exposição, trazendo animais grandes campeões bovinos e também equinos", diz o presidente da SGPA, Tasso José Jayme (foto)

O presidente da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), Tasso José Jayme, se reuniu semana passada com o ministro Blairo Maggi (Agricultura) para conversar sobre os rumos da pecuária brasileira, sobretudo em relação ao embargo do bloco europeu à carne de frango. Da conversa, a confirmação de que o ministro está muito empenhado em resolver o imbróglio, como vem sendo noticiado inclusive por Safra, e ainda vai à China para tentar abrir portas ao produto brasileiro.

“Diante de tantas dificuldades, com delações e também devido à Operação Carne Fraca, o produtor rural, sobretudo o pecuarista, continuou produzindo e não se omitiu. Esperamos que a atividade volte a ter preços normais em breve”, salienta Jayme, em coletiva de imprensa para o lançamento da 73ª Exposição Agropecuária do Estado de Goiás, na manhã desta segunda-feira, 14. A intenção é somar algo em torno de R$ 70 a R$ 80 milhões em negócios, durante a exposição.

Este ano, a festa vai durar apenas dez dias, ao contrário de edições anteriores com 21 dias de festa. “Era uma festa muito extensa, cansativa. Decidimos priorizar a qualidade da exposição, trazendo animais grandes campeões bovinos e também equinos.” Além disso, a festa deste ano contará com o reforço de 1,5 mil homens das polícias Militar e Civil, além do Corpo de Bombeiros. “Teremos, também, o pavilhão da cadeia produtiva do boi, onde as pessoas poderão conferir o passo a passo da pecuária, desde o bezerro, passando pelo abate até a degustação da carne.” A exposição, que terá outras atividades, está marcada para entre os dias 18 e 27, no Parque de Exposições Agropecuárias de Goiânia, mais conhecido como Parque de Nova Vila.

Contraponto – Especialistas são categóricos em afirmar que a pecuária brasileira poderia ganhar em torno de R$ 32 bilhões a mais por ano se a produtividade fosse semelhante à dos Estados Unidos, país que detém 40% do rebanho brasileiro e, mesmo assim, produz quase 22% a mais de carne bovina por ano, tem produção de bezerros 65% superior e desfrute 80% maior. Nos EUA, a idade média de abate é de 21 meses contra 48 meses no Brasil e as carcaças pesam em média 358 quilos contra 244 quilos aqui, alertam Paulo Dancieri Filho, Carlos Gomes e Renato Leão Cavalcanti, idealizadores da plataforma BovExo, apresentada agora ao mercado brasileiro.

“A diferença é que nos EUA a pecuária é uma atividade profissional como qualquer outra e as decisões são técnicas, nunca emocionais; as informações são cruas, sem interferência humana, obtidas e processadas em tempo real. É a pecuária de precisão levada muito a sério”, destacam os sócios de BovExo. BovExo é uma ferramenta tecnológica de suporte à tomada de decisões dos pecuaristas. Com parâmetros corretos, não emocionais, e processos metódicos, a plataforma fornece – muitas vezes em tempo real – as informações necessárias para o produtor tomar as melhores decisões de curto, médio ou longo prazo, proporcionando a melhoria dos resultados da atividade.

“Sim, é possível tornar a pecuária brasileira tão ou mais produtiva que a pecuária norte-americana ou qualquer outra modalidade econômica, seja a soja, o CDB, o dólar ou as ações. Tudo começa pela atenção especial a um ponto essencial de qualquer empresa, mas que nem sempre tem merecido a consideração necessária: a gestão”, explica o especialista em tecnologia aplicada ao agronegócio, Carlos Gomes, sócio-fundador da iLab Sistemas, que revolucionou a indústria sucroalcooleira com sistemas de suporte à decisão estratégica e operacional. “A pecuária pode ser muito rentável, porém é mal gerenciada”, concorda o pecuarista Renato Leão Cavalcanti. “A rentabilidade da atividade pode ser multiplicada por até seis vezes caso os produtores sigam processos com rigor, atenção e comprometimento”, complementa.

Portal Revista Safra, com informações da SGPA e Texto Comunicação Corporativa

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