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Aprovada Política Nacional de Incentivo à Ovinocaprinocultura

“Queremos propiciar condições para aumentar a escala de produção, intensificando o manejo e a eficiência da produtividade e da rentabilidade, além de regularizar o abate e o comércio de produtos da ovinocaprinocultura", destaca o deputado federal Afonso Hamm (PP-RS), autor do projeto

Moacir Neto, com agência

Dadas as condições de produção e, sobretudo, de expansão do mercado, o Brasil é apontado por especialistas como um dos com maior potencial de crescimento na ovinocaprinocultura. O setor agora colhe uma conquista, com o parecer favorável ao projeto de lei 6048 de 2016 que cria a Política Nacional de Incentivo à Ovinocaprinocultura. De autoria do deputado federal Afonso Hamm (PP-RS), a matéria foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, na última terça-feira, 3.

A preocupação do parlamentar com a cadeia produtiva encontra respaldo em dados apresentados pela Associação Brasileira de Criadores de Ovinos Suffolk (ABCOS). A atividade é destaque na Nova Zelândia e Austrália, líderes na produção de carne de caprinos e ovinos. Mas o Brasil produz, atualmente, 80 mil toneladas ao ano, incluindo a produção formal e uma estimativa da informal.

Dentre os fatores que põem o Brasil em vantagem sobre os demais países são a tradição e experiências no sistema produtivo, o baixo preço das terras para criação e os avanços tecnológicos necessários para o desenvolvimento lucrativo. A união de clima favorável e terras é um solo muito fértil para a atividade.

Ao comentar o projeto, Hamm (foto) destaca que o objetivo da proposta é desenvolver raças mais produtivas e aumentar a rentabilidade dos rebanhos de ovinos e caprinos. “Queremos propiciar condições para aumentar a escala de produção, intensificando o manejo e a eficiência da produtividade e da rentabilidade, além de regularizar o abate e o comércio de produtos da ovinocaprinocultura.”

Ele ainda argumenta que o intuito é, também, melhorar a qualidade dos produtos oferecidos ao consumidor, “proporcionando segurança alimentar, diminuindo o abate informal e combate ao abigeato (espécie de furto que envolve a subtração de animais, sobretudo domesticados, como os de carga e para abate)”, afirmou. O relator da matéria na CCJC, deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB), apresentou parecer favorável ao texto. Como tramita em caráter conclusivo, a proposta seguirá, agora, para o Senado, a não ser que haja recurso para que passe antes pelo Plenário da Câmara.

Portal Revista Safra, com informações da Agência Câmara Notícias e da ABCOS

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