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Agricultor recupera área degradada com eucalipto

O plantio direto aliado às práticas conservacionistas adotadas na propriedade contribuem muito para o abastecimento do lençol freático da região

Moacir Neto

O eucalipto degrada. Mas também recupera áreas degradadas. Quem conta essa história é o agricultor Arno Weis, dono da Fazenda Bianco, localizada no município de Cabeceiras de Goiás (distante 339 quilômetros da capital, Goiânia). Na propriedade, a cultura do eucalipto e também árvores nativas do Cerrado ajudaram a recompor áreas degradadas. Uma nascente foi totalmente recuperada, num exaustivo trabalho de conscientização que já se estende aos vizinhos.

“Temos que incrementar o Cerrado, vitalizar e recuperar”, diz Weis, que começou o trabalho de recuperação de áreas degradadas há dez anos e agora colhe os primeiros frutos da ação. E ele reafirma que o “eucalipto tanto degrada nascentes, quanto ajuda na recuperação de áreas degradadas”. A fazenda agora recebe até estudantes da Universidade Federal de Goiás (UFG), interessados em buscar conhecimento.

E a fazenda em questão já venceu, por duas vezes, em um ranking de melhor produtividade de milho na América Latina. Em 2007, foram colhidas 227 sacas de 60 quilos, por hectare. O feito se repetiu em 2011, quando foram colhidas 278 sacas por hectare. A propriedade também abriga outras culturas, como feijão, soja e sorgo. Em uma área total de 2 mil hectares, incluindo a reserva ambiental, sendo 1,3 mil hectares dedicados à agricultura. “Eu vi que era preciso proteger para continuar produzindo, investimos muito em pesquisa e já pretendo comprar uma área vizinha para recuperar”, avisa Weis.

A Bianco possui uma nascente que, no passado, teve sua área muito degradada com supressão da vegetação e retirada de cascalho para manutenção de estradas e até mesmo para a construção da rodovia GO-346. A nascente fica à beira da estrada. E Weis não viu outra saída a não ser recuperar o manancial. Na foto, o depósito de água não poluída para reforçar a nascente quando da estiagem.

Hoje, a fazenda retém 100% da água das chuvas, sem ocorrência de escoamentos laminares e erosões. O plantio direto aliado às práticas conservacionistas adotadas na propriedade contribuem muito para o abastecimento do lençol freático da região. “E já foi constatada melhoria, inclusive, nas nascentes dos vizinhos”, afirma o agricultor, bastante animado com os resultados do trabalho.

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