Divulgação/Texto Comunicação Corporativa

Altas no preço do milho e do farelo de soja preocupam pecuaristas

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, anunciou ontem, 17, a abertura de novos mercados às carnes brasileiras.  Os coreanos irão importar a carne suína, fornecida pelo estado de Santa Catarina, por ser área livre da febre aftosa sem vacinação. As tratativas serão concluídas nos próximos dias

As recentes altas no preço do milho e do farelo de soja, sobretudo para os pecuaristas que investem na terminação de bovinos em confinamento, representam inquietação a mais. O milho, que subiu 4% nos últimos 30 dias, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq/USP), sendo cotado a R$ 40 a saca de 60 quilos, é o principal ingrediente da nutrição de bovinos confinados e semiconfinados, representando em média 70% do custo da dieta.

“A alta dos insumos impacta na diária dos bovinos. Segundo levantamento recente, o custo diário por animal tem variado entre R$ 8 e R$ 9. Nossa expectativa é que os custos recuem nas próximas semanas, a partir da melhor definição da safrinha de milho. O milho vencimento maio já indica uma queda para R$ 37,5 por saca. Esperamos trabalhar com o custo diário médio entre R$ 7 e R$ 8 ao longo do ano. Porém, neste momento a situação ainda é altista”, analisa o gerente executivo da Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon), Bruno Andrade.

Presidente da Assocon, Alberto Pessina (foto) explica que o cenário atual é desafiador e pode haver redução do volume de animais confinados, principalmente no segundo giro de engorda. “Se os custos continuarem elevados, a intenção de confinamento pode recuar em até 10%”, diz, por meio de assessoria. O panorama atual não cobre os custos de produção do confinamento. “A conta não fecha. O contrato para outubro paga R$ 148,50 pela arroba do boi gordo, com o milho valendo R$ 37,50, gera um lucro de R$ 6 por cabeça, em São Paulo. Essa realidade inviabiliza a entrega do boi com lucro no segundo giro do confinamento”, diz Pessina. No início do ano, a Assocon projetou crescimento de 12% em animais confinados em 2018 em comparação ao ano passado, atingindo de 3,8 milhões a 4 milhões de cabeças.

“Alguns fatores que, certamente, ajudariam a atividade seriam a queda significativa nos preços dos animais de reposição e a demanda interna firmar e começar a aceitar a pagar mais na carne bovina. Além disso, se o movimento de alta e as exportações continuarem firmes, tudo se encaixaria positivamente para o confinamento. Porém, não podemos esquecer que estamos em um ano de maior oferta de vacas.”

Nesse contexto, o ministro Blairo Maggi (Agricultura) anunciou ontem, 17, a abertura de novos mercados às carnes brasileiras. Informou que estão em fase final as negociações para início das exportações de carne bovina para a Indonésia. Missão técnica da Indonésia chegou nesta segunda-feira, 16, ao Brasil e vai ficar no País até a sexta-feira, 20, visitando frigoríficos em diversos estados. Posteriormente, serão definidos os detalhes para a elaboração do Certificado Sanitário Internacional (CSI) que viabiliza os embarques do produto.

A Coréia do Sul será outro novo mercado que se abrirá para o Brasil. Os coreanos irão importar a carne suína brasileira, fornecida pelo estado de Santa Catarina, por ser área livre da febre aftosa sem vacinação. As tratativas serão concluídas nos próximos dias. “Além disso, é acertada para maio, possivelmente nas primeiras semanas do mês, a vinda da tão esperada missão da China, para ampliação do número de plantas frigoríficas autorizadas a embarcarem todos os tipos de carnes (bovina, suína e de aves) aquele país”, adiantou Maggi.

O ministro explicou ainda que está em fase final a reabertura do mercado da Rússia à carne suína brasileira. Ele já enviou carta às autoridades sanitárias russas informando as medidas adotadas pelo Brasil para viabilizar a volta dos embarques aquele mercado. As exportações à Rússia foram suspensas em dezembro de 2017, sob a alegação de presença de ractopamina em cortes suínos. Está prevista para o próximo dia 24, reunião entre autoridades sanitárias do Brasil e da Rússia para os acertos finais à retomada do comércio.

Portal Revista Safra, com informações do Mapa e Texto Comunicação Corporativa

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