Antonio Araujo/Mapa

Ministro destaca empenho na erradicação da aftosa

Blairo Maggi (Agricultura) lembrou que nos anos 60 o Brasil iniciou o combate mais intenso à febre aftosa por meio de campanhas de vacinação em regiões pioneiras. “Eram tempos em que importávamos carne e leite, abrindo espaço para a entrada de focos da doença."

O ministro Blairo Maggi, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), atribuiu a “muito esforço, trabalho, conhecimento, dedicação, gerações de técnicos e luta de produtores rurais” os avanços obtidos para erradicação da febre aftosa no País. Ele participou na manhã de ontem, 2, de sessão comemorativa no Senado (foto) pelo reconhecimento internacional da condição de país livre da doença com vacinação, que foi proposta pelo senador Waldemir Moka (PMDB/MS). O reconhecimento pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) está previsto para o próximo mês, durante reunião da entidade em Paris (França). Recomendação, com esse objetivo, foi feita pelo Comitê Científico da OIE, que é composto por 180 países.

O ministro lembrou que nos anos 60 o Brasil iniciou o combate mais intenso à febre aftosa por meio de campanhas de vacinação em regiões pioneiras. “Eram tempos em que importávamos carne e leite, abrindo espaço para a entrada de focos da doença”. E comentou sobre “o grande salto dado nos anos seguintes até o lançamento, no ano passado, do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa para consolidar a condição sanitária e avançar na meta nacional de zona de livre da doença sem vacinação”, o que deverá ser concluído em 2023. Disse ainda que já se passaram 11 anos sem ocorrência de nenhum caso no País.

A conquista a ser oficializada no próximo mês, de acordo com Maggi, significa a possibilidade de consolidação e ampliação de mercados para os produtores pecuários brasileiros. Em 2017, somente a pecuária representou um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 175,7 bilhões. O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Lopes, afirmou que “a pecuária do Brasil se destaca na América do Sul e no mundo, com uma produção marcada pela incorporação de conhecimento tecnológico na genética, na sanidade, nas pastagens. Foram avanços que nos conduziram a um modelo de produção sustentável sem igual no cinturão tropical do globo”.

Para o secretário de Defesa Agropecuária do ministério, Luís Rangel, “o trabalho que foi conduzido, durante muitos anos, pelos médicos veterinários, não só do Ministério da Agricultura e das agências estaduais, mas também pelos médicos veterinários privados, permitiu fazer o que muitos acreditavam ser impossível: trazer o País, com as suas dimensões gigantescas, para esse status ainda com vacinação”. E acrescentou que, “olhando para um futuro mais ousado, nos movimentamos, de fato, para a retirada da vacina”.

Diretor do Departamento de saúde Animal do Mapa, Guilherme Marques lembrou igualmente o envolvimento do corpo técnico do órgão e detalhou aos senadores os passos do plano traçado até 2023 para retirada da vacinação, o que já é realidade no estado de Santa Catarina, por exemplo.

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