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Cadeia produtiva do leite recebe recursos

Algo em torno de R$ 130 milhões foram aplicados por meio do Programa Mais Leite Saudável, desde a sua criação em setembro de 2015. O programa é gerenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com o objetivo de implementar boas práticas agropecuárias

Moacir Neto

A cadeia produtiva do leite em Goiás já viveu melhores momentos. Em anos passados, houve investimentos. Agora, o setor carece de mais atenção, sobretudo, em se tratando de assistência técnica. Cenário que atinge de pequenos a grandes produtores, sem exceção. O clamor entre a categoria é por mais valorização profissional e, ainda, melhor preço pago ao produto, garantindo rentabilidade. Ou seja, a conta envolvendo recursos destinados à produção e o lucro nunca fecha. Como atenuante, o governo anuncia que créditos dos programas Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) de 300 empresas beneficiaram diretamente quase 40 mil produtores de leite do País com assistência técnica, educação sanitária e melhoramento genético.

Recursos da ordem de R$ 130 milhões foram aplicados por meio do Programa Mais Leite Saudável, desde a sua criação em setembro de 2015. O programa é gerenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com o objetivo de implementar boas práticas agropecuárias, melhorar a competitividade e rentabilidade dos produtores, incentivar a certificação de propriedades como livres de tuberculose e brucelose.

Coordenadora do Departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas e da Produção Sustentável da Secretaria de Mobilidade Social, do Produtor Rural e do Cooperativismo, Charli Ludtke observa que ainda há muito espaço para adesão ao programa. Em estados grandes produtores, como o Rio Grande do Sul, por exemplo, apenas 18% de estabelecimentos sob inspeção federal participam do Mais Leite Saudável. E há mesmo muito espaço para expansão do programa, pois produtores que já participam podem ter novo projeto aprovado em uma nova modalidade.

O número de pessoas beneficiadas até agora passa de 55 mil, incluindo aqueles produtores que acompanham atividades coletivas como palestras, por exemplo. A assistência direta contemplou em maior escala Minas Gerais (10.375 produtores), seguido do Rio Grande do Sul (9.944), Santa Catarina (8.170) e Paraná (4.082). O projeto deve ser encaminhado ao Mapa pela empresa de lacticínios com foco na área de interesse do produtor. Isso porque é a empresa que tem o direito a crédito junto à Receita Federal para custear o programa.

Portal Revista Safra, com informações do Mapa

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